O idioma deve ser analisado tanto por seu significado quanto pelos sons que o formam. Se você conseguir criar “links” que implantem o novo conhecimento ao seu cérebro com certeza seu aprendizado será mais fácil.
Tanto o som das palavras novas quanto seu significado pode ser reforçado quando encontramos alguma coisa familiar com a qual ele se assemelha. Para lembrar-se da pronúncia de determinadas palavras é comum encontrar uma palavra em português que tenha um som parecido, embora seu significado nada tenha a ver com ela.
Como meu aluno Paulo, que ao ouvir “bus stop” criou um link permanente na cabeça dos outros alunos ao perceber que o som se assemelhava muito ao nosso “bosta”, qualquer coisa serve como elo para fixar sons e vocabulário novos. Quando ensino pencil, por exemplo, que a maioria dos alunos já conhece mas pronuncia errado (pronunciam como se leria em português), costumo brincar: pensou que era pencil, não é?
Fazendo alguns “trocadilhos” infames e bilingües podemos tornar o aprendizado mais agradável e mais efetivo, porque uma boa dose de humor sempre será bem-vinda. Crie você as suas próprias associações e com o tempo elas se tornarão cada vez mais naturais. Uma aluna acabou se especializando e ajudando os colegas a memorizar os nomes das moedas americanas. Explicou ela:
- “Quarter” é fácil porque é um quarto de dólar; “dime” começa com d como dez; nickel começa com as 3 primeiras letras de cinco ao contrário; e penny é fácil porque cada homem só tem um.
Depois de uma “aula” dessas, quem é que vai esquecer?
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Isso funciona para quem não quer falar inglês com fluência. Apenas passar em provas ou saber apenas entender lendo.
Olá Lucas
Naturalmente que só isto não basta, são apenas formas para facilitar o aprendizado, uma maneira de ‘preparar o terreno para plantar’, digamos assim. Além do português sou fluente em 6 idiomas, leciono ou já lecionei 3 deles e garanto que ajuda muito. Um dos idiomas inclusive, aprendi depois dos 40 anos, o que muita gente julga não ser possível.
Um abraço
Oi, achei interessante esse artigo. Faço um pouco dessas técnica para aprender alemão. Mas estou ficando desesperada porque não estou conseguindo avançar neste idoima.
Poderia me dar mais algumas dicas?
Obrigada
Naia
Olá
Vou escrever novamente sobre o assunto em breve, ok?
Um abraço
Zailda Coirano
Olá Zailda Coirano,
Assim como você, estudo inglês por conta própria (sem curso). Gosto muito de idiomas e pretendo aprender uns seis também. Dei prioridade ao inglês, devido a carreira profissional, por ser mais requisitado.
Você acha que se deve aprender o terceiro idioma depois de realmente ter aprendido o segundo e assim por diante? Ou se pode aprender vários ao mesmo tempo? Acredito que aprende-se mais rápido e de modo eficiente um de cada vez.
Abraço.
Jalmir:
Eu sou professora de inglês e espanhol, e não aprendi sozinha, estudei em uma escola sempre, apenas quando me preparava para o DELE estudei sozinha, mas só para melhorar, eu já havia aprendido espanhol na escola (CCAA).
Para aprender sozinho você precisa de muita perseverança, mas também precisa ter alguém com quem conversar para desenvolver a habilidade de falar e entender o idioma.
Quanto a aprender mais de um, depende de seu tempo disponível e a carga horária de cada um. Pense que não importa quantos idiomas estude, se faz curso, que no total não ultrapasse uma média de 10 horas por semana, senão fica muito cansativo e você não aprenderá direito.
Um abraço
Zailda Coirano