Redação – carta

Inicialmente, é preciso destacar dois tipos básicos de carta. O primeiro é a correspondência oficial e comercial, que nos é enviada pelos poderes políticos ou por empresas privadas (comunicações de multas de trânsito, mudanças de endereço e telefone, propostas para renovar assinaturas de revistas, etc.).

Este tipo de carta caracteriza-se por seguir modelos prontos, em que o remetente só altera alguns dados. Apresentam uma linguagem padronizada (repare que elas são extremamente parecidas, começando geralmente por “Vimos por meio desta…”) e normalmente são redigidas na linguagem formal culta. Nesse tipo de correspondência, mesmo que venha assinada por uma pessoa física, o emissor é uma pessoa jurídica (órgão público ou empresa privada), no caso, devidamente representada por um funcionário.

Outro tipo de correspondência é a carta pessoal, que utilizamos para estabelecer contato com amigos, parentes, namorado (a). Tais cartas, por serem mais informais que a correspondência oficial e comercial, não seguem modelos prontos, caracterizando-se pela linguagem coloquial. Nesse caso o remetente é a própria pessoa que assina a correspondência.

Embora você passa encontrar por aí livros que trazem “modelos” de cartas pessoais (principalmente “modelos de carta de amor”), fuja deles, pois tais “modelos” se caracterizam por uma linguagem artificial, surrada, repleta de expressões desgastadas, além de serem completamente ultrapassados.

Não há regras fixas (nem modelos) para se escrever uma carta pessoal Afora a data, o nome (ou apelido) da pessoa a quem se destina e o nome (ou apelido) de quem a escreve, a forma de redação de uma carta pessoal é extremamente particular.

No processo de comunicação (e a correspondência é uma forma de comunicação entre pessoas), não se pode falar em linguagem correta, mas em linguagem adequada. não falamos com uma criança do mesmo modo que falamos com um adulto.

A linguagem que utilizamos quando discutimos um filme com os amigos é bastante diferente daquela a que recorremos quando vamos requerer vaga para um estágio ao diretor de uma empresa. Em síntese: a linguagem correta é a adequada ao assunto tratado (mais formal ou mais informal), à situação em que está sendo produzida, à relação entre emissor e destinatário (a linguagem que você utiliza com um amigo íntimo é bastante diferente da que utiliza com um parente distante ou mesmo com um estranho).

Na correspondência deve ocorrer exatamente a mesma coisa: a linguagem e o tratamento utilizados vão variar em função da intimidade dos correspondentes, bem como do assunto tratado. Uma carta a um parente distante comunicando um fato grave ocorrido com alguém da família apresentará uma linguagem mais formal. Já uma carta ao melhor amigo comunicando a aprovação no vestibular terá uma linguagem mais simples e descontraída, sem formalismos de qualquer espécie.

As Expressões Surradas

Na produção de textos, devemos evitar frases feitas e expressões surradas (os chamados clichês), como “nos píncaros da glória”, “silêncio sepulcral”, “nos primórdios da humanidade”, etc. Na carta, não é diferente. Fuja de expressões surradas que já aparecerem em milhares de cartas, como “Escrevo-lhes estas mal traçadas linhas” ou “Espero que esta vá encontrá-lo gozando de saúde” (originais, não?)

A Coerência no Tratamento

Na carta formal, é necessário a coerência no tratamento. Se a iniciamos tratando o destinatário por tu, devemos manter esse tratamento até o fim, tomando todo o cuidado com pronome e formas verbais, que deverão ser de segunda pessoa: se, ti, contigo, tua, dize, não digas, etc. Caso comecemos a carta pelo tratamento você, devemos manter o tratamento em terceira pessoa até o fim: se, si, consigo, o, a, lhe, sua, diga, não digas, etc.

Nesse tipo de carta, são comuns os erros de uniformidade de tratamento como o que apresentamos abaixo:

Você deverá comparecer à reunião. Espero-te ansiosamente.
Não se esqueça de trazer tua agenda.

Observe que não há nenhuma uniformidade de tratamento: começa-se por você (terceira pessoa), depois passa-se para a segunda pessoa (te), volta-se à terceira (se), terminando com a segunda (tua).

Ainda com relação à uniformidade, fique atento ao emprego de pronomes de tratamento como Vossa Senhoria, Vossa Excelência, etc. Embora se refiram às pessoas com quem falamos, esses pronomes devem concordar na terceira pessoa. Veja:

Aguardo que Vossa Senhoria possa enviar-me ainda hoje os relatórios de sua autoria.
Vossa Excelência não precisa preocupar-se com seus auxiliares.

Redação – Brasil Escola

Leia também: Para ter uma boa redação

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31 Comentários

  1. gostei mais ou menos do texto.lindo aqui

    • Olá
      O texto não é meu, foi enviado por um leitor e eu achei que devia incluí-lo. Achei o seu também interessante. Escrevi cartas durante 30 anos de minha vida para pessoas de mais de 90 países em 6 idiomas e você está com a razão, cada tipo tem seu vocabulário mas todas devem conter uma certa ‘ordem’ ou a carta ficará tão confusa que quando receber a pessoa terá que telefonar para entender tudo.
      Um abraço

  2. Inicialmente, é preciso destacar dois tipos básicos de carta. O primeiro é a correspondência oficial e comercial, que nos é enviada pelos poderes políticos ou por empresas privadas (comunicações de multas de trânsito, mudanças de endereço e telefone, propostas para renovar assinaturas de revistas, etc.).

    Este tipo de carta caracteriza-se por seguir modelos prontos, em que o remetente só altera alguns dados. Apresentam uma linguagem padronizada (repare que elas são extremamente parecidas, começando geralmente por “Vimos por meio desta…”) e normalmente são redigidas na linguagem formal culta. Nesse tipo de correspondência, mesmo que venha assinada por uma pessoa física, o emissor é uma pessoa jurídica (órgão público ou empresa privada), no caso, devidamente representada por um funcionário.

    Outro tipo de correspondência é a carta pessoal, que utilizamos para estabelecer contato com amigos, parentes, namorado (a). Tais cartas, por serem mais informais que a correspondência oficial e comercial, não seguem modelos prontos, caracterizando-se pela linguagem coloquial. Nesse caso o remetente é a própria pessoa que assina a correspondência.

    Embora você passa encontrar por aí livros que trazem “modelos” de cartas pessoais (principalmente “modelos de carta de amor”), fuja deles, pois tais “modelos” se caracterizam por uma linguagem artificial, surrada, repleta de expressões desgastadas, além de serem completamente ultrapassados.

    Não há regras fixas (nem modelos) para se escrever uma carta pessoal Afora a data, o nome (ou apelido) da pessoa a quem se destina e o nome (ou apelido) de quem a escreve, a forma de redação de uma carta pessoal é extremamente particular.

    No processo de comunicação (e a correspondência é uma forma de comunicação entre pessoas), não se pode falar em linguagem correta, mas em linguagem adequada. não falamos com uma criança do mesmo modo que falamos com um adulto.

    A linguagem que utilizamos quando discutimos um filme com os amigos é bastante diferente daquela a que recorremos quando vamos requerer vaga para um estágio ao diretor de uma empresa. Em síntese: a linguagem correta é a adequada ao assunto tratado (mais formal ou mais informal), à situação em que está sendo produzida, à relação entre emissor e destinatário (a linguagem que você utiliza com um amigo íntimo é bastante diferente da que utiliza com um parente distante ou mesmo com um estranho).

    Na correspondência deve ocorrer exatamente a mesma coisa: a linguagem e o tratamento utilizados vão variar em função da intimidade dos correspondentes, bem como do assunto tratado. Uma carta a um parente distante comunicando um fato grave ocorrido com alguém da família apresentará uma linguagem mais formal. Já uma carta ao melhor amigo comunicando a aprovação no vestibular terá uma linguagem mais simples e descontraída, sem formalismos de qualquer espécie.

  3. naão me ajudou em NADA!

    • Olá
      Infelizmente não se pode agradar a todos.

      • As críticas devem ser construtivas, críticas vagas não acrescentam nem ajudam em nada. Se você não gostou de alguma coisa ou acha que alguma coisa faltou, cite exatamente o que procurava e o que não encontrou, dessa forma ficará mais fácil atender ao maior número possível de pessoas.
        Conto com a compreensão de todos.
        Zailda Coirano

  4. ===========eu nao quero isso quero cartas de verdade=======
    ta ta ta ta ta ta ta ta ta ta ta ta ta ta ta ta ta ta taaa!

    • Cariloca, eu não costumo dar o peixe, meu negócio é ensinar a pescar.
      Um abraço

  5. Ananda

    achei o site bem legal e me ajudou bastante .

  6. Renata

    Eu achei as informações bem interesante so que ñ me ajudou muito ..
    gostari ade saber qual a diferençã entre carta replica, do leito, se puder me ajudar !
    desde de ja obrigado!

  7. Olá, gostei do artigo. Recebi ajuda no sentido de reproduzir uma carta em Espanhol . As dicas foram interessantes e evitaram alguns erros.

    Obrigada,

    Um Abraço

    Glorinha Castro

  8. Yasminmoura

    muito massa viu ? , adorei & me ajudou.
    o beeijo ;**

  9. Matheus

    Nossa, me ajudou demais este texto. Meu trabalho vai ser perfeito *–*.

    Valeu

  10. nao me foi muito claro

  11. glednilson

    oi, na verdade esse texto serva para conceituar uma redação no estilo carta, mas na queremos ver um modelo de uma carta. seria possivel?

  12. glednilson

    oi, na verdade esse texto serve para conceituar uma redação no estilo carta, mas na verdade queremos ver um modelo de uma carta. seria possivel?

  13. Ai, ai, ai viuu

    Isso é muito complicado… eu heiin… tendeu nada!

  14. michelle

    isso ai é muito complicado mesmo.. não me ajudou em NAADA’ eu queria ver uns exemplos de cartas..

    • Olá Michelle

      Sua solicitação será atendida. Procure no site na próxima semana.

      Um abraço

      Zailda Coirano

  15. roseli

    gostei mt…o texto é bem esclarecedor…obrigada..bj.

  16. eu quero fazer um trabalho de tipos de carrtas de comunicação quero uma ajuda

  17. lucila

    olha amigo ou amiga,eu queria algo+especifico,eu não gostei sinto muito

  18. lucila

    olha amigo ou amiga,eu queria algo+especifico,eu não gostei sinto muito acho o google uma grande farçaporque nm postei esse comentário,e ele já está dizendo q fiz doido

  19. nao era bem o que eool procurava !

  20. Miih

    Obrigada!!!
    As dicas me ajudaram muito…

  21. gabe

    não gostei do site não quer dizer as dica é mto boa mais não me ajudo no meu trabalho.mais como ja disse as dica é otima mais meu trabalho precisa de outra dica
    bjos

  22. Breno Perpetuo

    me ajudou um poquinho porem fiquei com preguiça de ler!!

    beijoooos

  23. mell

    Olha só…. me ajudou a entender e ter uma boa noção de como fazer uma redação carta, mas queria muito ver exemplos para poder compreender melhor! muito obrigado

    atenciosamente , Mell.

  24. Maria

    olá Zailda!!

    gostaria de sua ajuda na seguinte situação algumas Faculdades ao fazer vestibular pede que o aluno faça uma redeção estilo carta seja pra uma autoridade seja pra um amigo. Gostaria que me ajudasse nesse sentido como devo fazer?

    Obrigada.

    Maria

    • rafaela

      primero comece com a data

      coloque querido … coloque o motivo no final sua assinatura e caro ..

      • …e não esqueça o “recheio”.

        A partir da próxima semana encontrarão alguns modelos de cartas para ilustrar com exemplos.

        Espero que dessa forma fique mais fácil.

        Zailda Coirano

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