Falando em público

Está aí uma coisa que costuma assustar as pessoas e quando o professor pede uma “exposição para a classe” a maioria medra. Eu entendo o problema porque também já tive fobia de falar em público, quando tinha que apresentar qualquer coisa em público (e por público entenda-se a partir de duas pessoas) já começava a ter tremedeiras uma semana antes e calafrios cada vez que me lembrava do que teria que fazer.

No meu caso adotei a terapia de choque e comigo deu certo. Quando entrei para a faculdade enfrentei o famoso “trote”, estávamos milhares de alunos novos num auditório e os alunos do segundo ano começaram a escolher 5 calouros para subir ao palco e explicar porque estavam na faculdade, o que esperavam da escola, essas coisas. Cada um que subia era vaiado e ridicularizado o tempo todo. Já haviam escolhido 4 e decidi me candidatar para a coisa, subi ao palco por livre e espontânea vontade. Durante uns 10 minutos tentei falar debaixo de uma gritaria que incluía vaias e zombarias diversas, mas ignorei tudo e segui em frente, vestida num saco de estopa, com chapéuzinho de jornal e toda pintada de verde.

Depois disso, toda vez que tinha que falar em público e começava a me sentir nervosa por antecipação, lembrava daquela noite no Instituto Metodista e pensava: “por pior que possa ser, nada do que aconteça durante minha exposição poderá ser pior que aquele dia”. E relaxava.

Nos primeiros minutos é natural ficar nervosa, mas fixando a mente no que vou falar e olhando por cima das cabeças (é mais fácil falar assim do que olhando nos olhos das pessoas) eu ganhava confiança e em poucos minutos falava como se estivesse só, falando na frente do espelho.

Claro que ninguém precisa ser tão radical quanto eu, mas acho que a terapia de choque resolveu porque enquanto você só tiver medo nada vai se resolver. Qualquer solução começa quando você enfrentar o problema de frente e começar a lidar com ele.

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(zailda coirano)

5 Comentários

  1. Tatiane

    Falar em público é muito dificil, estou no meu último ano de faculdade mas até hoje eu ainda sinto aquele frio na barriga na hora de apresentar um trabalho em congressos e a pior parte e na hora da monografia. Mas sei que sou capaz de vencer tudo isso e temos sempre que pensar positivo.E gostei muito desse exemplo da terapia do choque.

    • Pode parecer uma bobagem, mas até hoje (mais de 30 anos se passaram) sempre que vou falar em público eu me lembro daquela noite e penso que nada pior que aquilo poderia me acontecer, e se eu sobrevivi a ela, nada mais pode me abalar. Dá certo.

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