O prazer de aprender

Lembro-me de que quando era aluna sentia prazer em aprender algo novo e sentia vontade de passar a informação adiante, bem como encontrar alguma aplicação prática para a mesma. Tenho alguns alunos que também sentem a mesma coisa, mas uma boa parte deles parece que fica o tempo todo divagando, sonhando acordada.

Muitos adolescentes hoje têm uma personalidade apática, e qualquer proposta é logo recebida com um “ah, não…” como se isso fosse tirá-los de sua costumeira comodidade e fossem solicitados a sair do marasmo no qual parece que se sentem melhor.

Fico às vezes chocada quando pergunto aos jovens seu esporte ou filme favorito e eles dão de ombros e dizem um indiferente “sei lá” como se não houvesse nada que realmente gostassem de fazer. Ou quando lhes pergunto seu passatempo favorito e dizem que é dormir.

Acho necessário despertar os jovens que se acomodam passivamente nessa espécie de letargia, nessa apatia absoluta, como se a vida que vivem não fossem deles mesmos, e esse mundo que os cerca não fosse o nosso mundo, onde temos que viver todos os dias de nossa vida, para que percebam que é nossa missão (não só dos professores e adultos, mas de todos os seres humanos) aprender para descobrir meios de torná-lo um lugar melhor, não só para nós como para nossos filhos e netos.

Acho importante acordá-los o quanto antes para o fato de que enquanto eles mascam seus chicletes e encaram a vida como se fosse uma coisa enfadonha da qual preferem se abstrair, ela vai a cada precioso momento desperdiçado se esvaindo como areia por entre os dedos, e cada segundo dedicado à mera contemplação do nada torna-se um segundo inútil e que jamais retornará.

A responsabilidade por tornar nossa vida melhor e do jeito que a queremos é nossa, e enquanto os jovens continuarem encarando os adultos como se nós fôssemos os culpados por suas vidas serem vazias e sem sentido, elas continuarão exatamente do mesmo jeito. Elas só mudarão de verdade quando eles mesmos tomarem pé da situação e resolverem se tornar parte atuante, e não apenas espectadores passivos da própria existência.

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(zailda coirano)

4 Comentários

  1. vanessa

    Exatamente.
    Me lembro como hoje, eu tinha 11 anos quando fique reprovada na 5º série e passei no outro ano reprovei de novo na 6º, mas as pessoas ficaram me dando muitos conselhos.
    até que eu me esforçei bastante e numca mais fiquei reprovada. terminei os estudos com 19 anos, fiz faculdade de Potuguês e história, fiz MEDICINA, com muito medo, mais com muito esforço e estudo passei.

    Hoje posso dizer que os estudos salvor minha vida, não sei como á muito tempo não tinha descobrido coisas maravilhosa que tem no estudo.

  2. Nayane

    o meu caso é quese igual aoseu minha aminga
    mais foi assim:eu reprovei na 4º série,mas na 7º série aconteceu um problema muito grave o meu Pai adoeceu e tinha q até mudar de estado (nuss um caos) mais aí voltei para o meu Estado q amo tanto. E vejo no seu caso q voce se esforçou muito porque as pessoas muitas vezes ela nao coloca na sua mente que ela não é capaz, e sempre botei isso em minha mente.
    Por isso me surpreendi com o seu caso!!

  3. eu sei fazer e ler um texto em ingles

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