O que aprendemos?

Capa-Técnicas de Memorização [Concurso]Você já se perguntou a razão de conseguir decorar todas as músicas de sua banda favorita (mesmo se forem em inglês) e não consegue de forma alguma aprender a matéria para a prova da semana que vem?

A prática leva à perfeição

Em primeiro lugar, tenho certeza de que você ouve (com atenção) muito mais vezes as músicas de seu ídolo favorito do que a lição que cai na prova. E além de ouvir, baixou a letra, cantarola junto… Praticando vai aprender com toda certeza. A repetição é um dos fatores que favorecem a memorização, daí a explicação porque aprendemos até músicas que odiamos, mas que tocam o tempo todo no rádio ou na TV.

Veja bem: se você assiste uma novela, quando vê o capítulo final com certeza já sabe a música-tema de abertura de cor e salteado, até sonha com ela. Isso porque você a ouviu tantas vezes que ela se “incorporou” em sua memória.

Se você gostou da novela e depois ficou lamentando que tivesse terminado, todas as vezes que ouvir a música irá lembrar da novela, o que nos leva aos dois “ingredientes” seguintes dessa receita de aprendizado: envolvimento emocional e conexões.

Envolvimento emocional

Vamos supor que você seja uma pessoa que tem a maior dificuldade de lembrar nomes de pessoas, como eu. O que eu faço com nomes: a primeira coisa é perguntar, e a segunda é esquecer. Lamentável.

Mas agora imagine que você conheceu um gato (ou gata) que só de se aproximar de você faz seu coração pular. Aí você pergunta a uma amiga (ou amigo) dessa pessoa por quem está profundamente interessada (ou já em fase de paixonite aguda) o nome dessa pessoa, e aposto 1.000 contra 1 que não irá esquecer o nome dele(a), e se essa pessoa se tornar importante, com certeza não esquecerá nunca mais. Pelo menos eu não conheço ninguém que diga: “Como era mesmo o nome da maior paixão da minha vida?”

O nome dessa pessoa está ligado diretamente ao seu emocional, envolve emoções fortes (que podem ser boas ou ruins), por isso será memorizado com maior facilidade. Da mesma forma, ninguém esquece o nome daquela professora que detestava quando era criança.

Conexões

Quando aprendemos nós estabelecemos “conexões”, ligando conhecimento novo a fatos ou dados antigos e já aprendidos. A novela e seu tema ficam “lincados” em sua memória, sempre que lembrar de um, a memória automaticamente irá “puxar” o outro.

Utilidade

Mas a novela não é algo “útil”, que você irá usar, mas se alguma coisa lhe parecer útil, com certeza irá aprender. Quem é fã da Ana Maria Braga irá aprender com muito mais facilidade uma receita (porque é útil) no programa dela (porque gosta do programa, está envolvido emocionalmente) e depois de fazer 2 ou 3 vezes nunca mais irá esquecer (repetição), ainda mais se for parecida com alguma receita antiga que sua vó lhe ensinou quando criança (conexões, envolvimento emocional).

Então se quer aprender mesmo, tente unir tudo isso:

Repetição – leia, faça resumo, escreva, copie, repita em voz alta, explique para si mesmo na frente do espelho.

Envolvimento emocional – tente imaginar alguém que se pareça com a Cleópatra, por exemplo (se está estudando história) e que você deteste (ou talvez ela se pareça com sua melhor amiga) e crie uma “novelinha” na sua cabeça com os personagens reais substituídos por pessoas que você conheça.

Conexões

Aprenda bem uma parte e depois vá “ligando” as outras à ela. Cleópatra (aquela que era rainha do Egito) se encontrou com César (imperador de Roma, que agora é o nome de uma cidade, capital da Itália), etc., etc…

Utilidade

Para que serve aprender regra de três? Sabendo regra de três fica fácil comparar qual o produto mais barato de verdade no supermercado. Sem saber regra de 3, como saber se a batatinha no pacote de 150 gs a R$3,80 está mesmo mais barata que a de 200 gs por R$4,20?

Colocar em prática

Se tudo o que foi citado acima falhar, procure outra forma de praticar (vendo o filme “Cleópatra”, assistindo um documentário sobre a vida das baleias para a prova de biologia, vendo um vídeo sobre os índios, baixando apostilas com problemas de matemática para resolver). Se for algo que você realmente possa praticar “botando a mão na massa”, melhor ainda: prepare um mapa em 3D na internet, faça uma maquete em isopor, dê tratos à bola e encontre a melhor forma de “praticar”, peça também sugestões ao seu professor.

E tenha a certeza de que tudo o que realmente aprendemos, nunca mais esquecemos. Aquela coisa toda sobre Cleópatra que citei ali acima aprendi há mais de quarenta anos, e aprendi direitinho porque assim que soube sobre os feitos da tal rainha do Egito me enchi de admiração pela coragem e determinação dela, então fiquei “emocionalmente envolvida”.

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