Não deixe para amanhã

07_12_CalendárioO maior problema enfrentado no aprendizado é o “deixar para amanhã”. Sempre que deixamos para outro dia uma parte da informação que recebemos é perdida, quando retornamos a ela (alguns dias depois) temos que reiniciar do zero.

Nosso cérebro funciona assim:

  • Recebemos a informação.
  • Processamos (entendemos) o que nos foi passado.
  • Nosso cérebro tenta “fazer links”, ligando informação nova a conhecimento já adquirido.
  • Ao mesmo tempo, se praticamos o que aprendemos fica um “registro” para que serve (aplicação prática) essa informação.
  • Quando dormimos, o cérebro “arquiva” as informações recebidas por ordem de “importância” e o que é julgado inútil é deletado.

Ou seja: quanto mais usarmos essa informação nova e quanto maior o número de “links” conseguirmos encontrar, quanto mais aplicações práticas conseguirmos visualizar, maior será a probabilidade dessa informação ser arquivada e não deletada.

Se não usamos essa informação nunca mais, ela é deletada de qualquer forma.

Então vamos analisar o comportamento padrão de um aluno regular:

  • recebe a informação na escola.
  • ao chegar em casa, guarda os livros e vai ver TV ou para a frente do computador.
  • vai rever essa informação somente quando ela for exigida, às vésperas da prova.

Esse comportamento é “anti-aprendizado”, torna-se um círculo vicioso onde toda informação recebida é arquivada temporariamente e depois deletada. Quando chega a época das provas ela é absorvida novamente junto com outras informações, de forma desorganizada, sem formação de links nem reflexões para seu uso prático.

No dia seguinte o aluno vai para a escola fazer a prova e tem dificuldade em acessar essa informação que foi arquivada de forma desorganizada em seu cérebro na noite anterior. Daí nascem os “brancos”, terror dos alunos.

Uma semana depois da prova toda a informação adquirida dessa forma já foi totalmente deletada (não se encontrou aplicação prática; não há “links”; não houve prática) e se for necessária terá que ser adquirida novamente.

Programa de estudos

Todo aluno deve ter um “programa de estudos” para aproveitar ao máximo as funções do cérebro a seu favor. Deve-se adquirir o hábito de – após algumas horas de descanso – retornar à informação, ler novamente, fazer gráficos e exercícios.

É comum os professores passarem lição de casa após cada lição, dando um período para que a mesma seja feita. Normalmente a próxima aula (alguns dias depois) ou na semana seguinte.

E o que fazem os alunos? Deixam para fazer no dia, copiam do colega que já fez, ou simplesmente não fazem. Fazer a lição de casa (que é para ser feita em casa) na aula anterior também não está correto, é necessário concentrar-se para aprender. Também fazendo lição de uma aula em outra faz com que se perca a informação que deveria ser adquirida na aula na qual se faz a lição.

Quando fazer a lição de casa?

Independente do prazo dado pelo professor, matéria vista hoje deve ter a lição feita hoje. Se você foi à escola de manhã e três professores passaram lição de casa para a semana que vem, comece a fazê-las hoje e não na semana que vem.

Como diz o ditado: “malhe o ferro enquanto ainda está quente”.

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