Aprenda Fácil

Dicas de como aprender melhor

Qual a duração ideal de um curso de idiomas?

Você aprende e nunca mais esquece.

Você aprende e nunca mais esquece.

Alguns cursos de idiomas apregoam que ensinam inglês em 3 meses, outros em 18, e estão ganhando mercado porque desde sempre os seres humanos gostam de soluções rápidas e fáceis. Infelizmente nem todas as soluções rápidas e fáceis são também eficazes. O que vai determinar se um curso é realmente o que você procura é a relação entre conteúdo + carga horária e não necessariamente o tempo que você vai gastar até completar seu curso. Dependendo da carga horária e do conteúdo é que se determina se um curso “rápido” é realmente uma boa idéia ou apenas uma forma de ganhar dinheiro (para o dono da escola, não para você).

Trabalho no CCAA há 12 anos e sempre sou questionada sobre as razões de o curso ser tão longo e o material ser tão caro. Perguntam-me o porquê de um curso que se estende por 4 anos, mas eu tenho que corrigir: o curso não tem 4 anos, é formado por módulos: básico, intermediário e avançado (cada um com 18 meses) + o curso de aperfeiçoamento de 2 anos. Mas se você quiser ainda mais, há ainda + 1 ano para aperferçoar-se para ser professor (teacher’s course). Ou seja, se você for fazer o curso inteiro, são 6 anos e meio.

Mas para quê tudo isso? – você deve estar se perguntando. Bem, como se sabe o idioma inglês é bem diferente do nosso e aprender de qualquer jeito não é aprender, por isso desde o primeiro dia você já fala inglês. Acusações de que no CCAA não se aprende gramática não são verdadeiras, e quem estuda ou estudou lá sabe disso, porque valorizamos não só a linguagem oral, o aluno aprende também a entender o inglês como é falado em vários países, a escrever corretamente em inglês e também a ler e interpretar corretamente. E tudo isso porque acreditamos que uma cadeira não fica em pé com apenas uma perna, por isso temos que desenvolver igualmente as 4 habilidades: ouvir, falar, ler e escrever. Se você fala e entende inglês mas não sabe interpretar um texto e não escreve bem, me desculpe mas você conseguiu apenas ser analfabeto em inglês, e ninguém quer continuar analfabeto para sempre, não é?

O método que usamos é o natural, você aprende da mesma forma que aprendeu o português: primeiro ouve e entende, imita a pronúncia e fala, depois lê e por último aprende a gramática para escrever em seguida e fixar o que aprendeu. Durante a fase de explicação (onde você fala e ouve) você também participa e pratica oralmente, usando o que aprendeu inserido em sua realidade.

Os livros têm entre 300 e 900 palavras novas (para aprender em 38 aulas de 1:15, durante um semestre), dependendo do nível. Essas palavras são cuidadosamente analisadas antes de entrarem em cada livro, para determinar-se sua relevância e importância, inseridas em contexto útil para o aluno: não adianta decorar uma lista de 300 verbos no passado se nem os americanos usam nem 50% deles, não é mesmo? Todo esse material depois de cuidadosamente escolhido é gravado em um estúdio com atores nativos, passado para DVD para a sala de aula, em CD-ROM para o aluno,  e depois impresso em livros que são cuidadosamente elaborados, com material de primeira, colorido e bem estruturados, pois não trabalhamos com apostilas xerocadas nem com vocabulário escolhido “by chance”.

Naturalmente que se você pretende passar um ano nos EUA e quer aprender inglês pra se virar, o curso básico será suficiente para você, ao final você terá um vocabulário de mais de 1.000 palavras usadas em situações comuns ao jovem ou adulto em seu cotidiano, como tomar um táxi, registrar-se em um hotel, atender ao telefone ou contar o que pretende fazer amanhã. Terá também fluência em tudo o que aprendeu e estará capacitado a aprender muito mais por conta própria quando estiver lá, pois será capaz de se comunicar perfeitamente e sem aquele sotaque horroroso que se vê por aí.

Se você quer entender as músicas e até dar umas aulas para quem está com problemas na escola, entender o que há na internet em inglês, você pode chegar até o final do curso intermediário, e terá aí um vocabulário de mais ou menos 3.500 palavras e expressões, o suficiente para sair-se bem em qualquer vestibular, assistir palestras e ser aprovado em qualquer entrevista de emprego.

Se você leva inglês a sério e quer mesmo ficar “fera”, o ideal para você é terminar o curso avançado, e então terá visto toda a gramática do inglês e terá um vocabulário de umas 5.000 palavras, poderá aposentar de vez as legendas dos filmes e bater o maior papo com americanos, ingleses, etc. Vai inclusive conhecer gírias, expressões idiomáticas e pode ter certeza de que saberá muito mais do que muita gente que “diz que sabe” inglês.

Agora se o que você quer mesmo é falar e escrever como um nativo, termine o curso de aperfeiçoamento, se você for um bom aluno poderá dar aulas no CCAA, passar no TOEFL e inclusive capacitar-se para prestar o exame da Universidade de Miami, associada ao CCAA. Isso não é pouco, não acha? Você saberá até o “black English” americano, que nem os brancos americanos entendem direito.

Se você tem pressa, pode fazer tudo isso num curso VIP, dividindo a carga horária da forma que for melhor para você e com prazo menor ou maior dependendo de suas necessidades, porque o que importa é a carga horária, se você fizer 5 horas por semana vai terminar na metade do tempo. E se você não tem tempo de ir à escola, pode fazer o curso à distância, comparecendo à escola só para tirar suas dúvidas e entregar suas atividades para o professor uma vez por mês.

Até o CCAA pode te oferecer um curso de 18 meses em que você aprenda tudo mas terá que estudar muito e com uma carga horária bem pesada. Agora se for para fazer um curso que promete maravilhas, procure antes saber qual o conteúdo, a carga horária, quem são os professores, que material usam e como ele foi elaborado. Fazendo as contas você vai logo perceber que pode estar sendo enganado.

Eu posso dizer a você agora que dou um curso de inglês de um dia, e você sai falando inglês ou espanhol, e não estarei mentindo. Você aprende cerca de 30 palavras e nunca mais esquece. Você já sai falando desde a primeira aula no CCAA, e se não voltar nunca mais, terá tido um curso de um dia e aprendeu inglês – e saiu falando.

Como tudo na vida, a prática leva à perfeição e em idiomas isso é mais verdade ainda. Já viu alguém que ficou muito tempo fora do país e esqueceu o português? Eu já vi, e isso aconteceu porque ficou muito tempo sem praticar. Então a chave para aprender de verdade é a prática, e isso leva tempo, não adianta eu ensinar 1.000 palavras em uma semana, porque não haverá tempo hábil para praticar, então será como jogar uma pedra na água: vai fazer um buraco e umas ondas em volta mas assim que ela afundar voltará tudo ao que era antes.

Então ao contratar um curso de idiomas, não procure fórmulas mágicas nem soluções milagrosas. Valorize seu tempo e seu dinheiro e procure um curso sério. Pode até parecer que estou fazendo “propaganda” do CCAA mas não estou, não. Estudo inglês desde os 15 anos (e se digo “estudo” é porque estou sempre pesquisando como professora, e pesquisar é uma forma de estudar) e só trabalho ainda no CCAA (mesmo depois de aposentada) porque realmente acredito no que faço, se não acreditasse estaria em casa fazendo tricô.

assinatura

Leia também: Aprenda inglês em 3 meses

29 Junho 2009 Publicado por Zailda Coirano | Ensino, Espanhol, Material Didático, aprendizado, idiomas, inglês | , , , , , , , , | Sem comentários ainda

Problemas para interpretar textos

A preparação para interpretar textos começa já na infância

A preparação para interpretar textos começa já na infância

A leitora Rosângela tem um filho na terceira série que não consegue interpretar um texto e pede ajuda com textos para interpretar e respostas. Aqui mesmo no blog já publiquei o link de um excelente livro desse tipo, entretanto não seria o indicado para ele, já que se destina a adolescentes e adultos.

No caso de crianças tudo fica mais fácil porque há tempo e não se aprende a interpretar textos da noite para o dia. Que me perdoem os leitores que deixam comentários do tipo: “preciso de ajuda para aprender a interpretar textos porque tenho uma prova na semana que vem”, mas estão me procurando muito tarde, não há como aprender a interpretar textos em uma semana, o aprendizado é um longo processo e precisamos de tempo para nos acostumarmos a ele.

Pesquisas recentes comprovaram que mais da metade da população brasileira (o que é gente pra caramba) não consegue interpretar um texto. Ótimo, você poderá pensar, então não sou o único. Mas a pessoa que não sabe interpretar um texto não entende uma bula de remédio (nem mesmo as indicações e dosagem), precisa de ajuda para decifrar um manual de um eletrodoméstico, não consegue ler um mapa e pode ter problemas até com uma simples receita de bolo. Por mais absurdo que possa parecer, pessoas com problemas desse tipo são permanentemente dependentes da ajuda de outros para fazerem o que querem ou precisam, estão sempre pedindo informações e passando por situações vexatórias quando fazem perguntas de respostas óbvias – para quem sabe ler.

Quem não sabe ler tem tecnicamente um nome bem chato – analfabeto funcional. E quem é que quer ser taxado de analfabeto? Interpretar textos é uma necessidade não só para passar em um concurso, mas se você não consegue entender o que lê, como vai decifrar os memorandos do seu chefe ou os recados da sua secretária?

Mas voltando ao problema na infância, em primeiro lugar é necessário fazer uma avaliação com um profissional para eliminar-se problemas como dislexia, problemas de atenção e memória, disritmias e outros, que podem atingir a criança em níveis tão baixos que passam despercebidos. Crianças que têm muitos problemas na escola devem passar por um neurologista, um oftalmologista (sem enxergar direito ninguém é capaz de entender bem o que está escrito).

Também deve ser analisado o fator emocional, uma vez que ele é um fator que influencia diretamente o aprendizado, crianças com problemas emocionais não conseguem aprender, têm problemas de memória e de comportamento. Eliminando-se causas emocionais e clínicas, deve-se instalar na criança o hábito da leitura, que não acontece do dia para a noite mas deve ser cultivado como o de escovar os dentes ou dizer obrigado quando alguém lhe faz um favor.

Devemos sempre insistir, começando com livros de histórias (pode-se começar com livros com bastante figuras e poucas frases), no princípio leia com a criança e diga por exemplo: o que ele disse para a princesa? E o que você responderia? Será que ela gostou? Você gostaria?

Vá conversando com a criança sobre a leitura e induzindo-a a pensar sobre o que está lendo, analisar o sentido do que lê. Quando terminar o livro (que pode ser lido um pouco a cada dia, 15 minutos antes de dormir é o suficiente no início), sempre perguntando à criança “onde foi que paramos ontem?” para que ela force a memória para lembrar o que viu no dia anterior.

Quando o livro terminar, pergunte à criança de que parte ela mais gostou, se for um livro de bruxas, pergunte se sentiu medo, se ficou com dó do Fulano quando aconteceu algo ruim com ele. Ajude a criança a interpretar e interiorizar sua leitura, ao mesmo tempo em que aprende a exteriorizar sua visão a respeito do que leu.

Quem tem filhos com dois ou três anos já pode começar a fazer isso, e pode ter certeza de que se esse hábito for cultivado desde cedo, em breve seu filho já estará lendo sozinho, contando as histórias que leu (sempre ouça com atenção, faça perguntas e comente) e logo estará devorando dezenas de livros por ano.

assinatura

Leia também: Interpretação de textos passo a passo

25 Maio 2009 Publicado por Zailda Coirano | interpretação, leitura, textos | , , , , , , , , , , | 1 Comentário

Prova de inglês – do modo fácil ou do modo difícil?

Para tudo que a gente vai fazer nesse mundo, sempre há um modo fácil e um modo difícil. Se já fez uma prova sabendo a matéria e não teve um bom resultado, das duas uma: ou não estava num bom dia e não leu direito ou então escolheu o modo difícil.

Quando se prepara uma prova de inglês, muitas vezes ela é dividida em partes: gramática, interpretação de textos, vocabulário, etc. Para cada parte existe uma determinada técnica que dá melhor resultado e venho ensinando essas técnicas aos meus alunos, conseguindo alguns resultados surpreendentes. Ao resolver uma questão, em primeiro lugar você deve ter em mente o que essa questão quer que você mostra, qual o conhecimento específico que você tem que ter para respondê-la.

Digamos que na sua prova exista uma questão como a que se segue:

Assinale a alternativa que melhor complete a frase:

______________ any milk in the fridge.

a) there is

b) there are

c) there isn’t

d) there aren’t

Está claro que a questão destina-se a saber se você aprendeu ou não there is / there are. Se você sabe, resolva. Se não sabe, faça um sinal ao lado da questão e pule. Isso mesmo, pule! Um erro na hora da prova é perder tempo tentando “adivinhar” respostas de perguntas sobre as quais não se sabe nada. Será pura perda de tempo, ou você sabe ou não sabe. Se não sabe, não vai ser agora na hora da prova que vai aprender. E não adianta esperar que desça um anjo do céu com a resposta escrita na testa, ou que um espírito do além incorpore em você e você marque a resposta certa por um processo de psicografia. E nem você vai conseguir hipnotizar a prova olhando fixamente para a questão, para que ela confesse a resposta certa. Parece engraçado, mas o que os alunos esperam quando ficam olhando fixamente para uma questão que não sabem?

Bem, se você sabe sobre there is / there are, vamos por partes, como bem já dizia Jack, o Estripador:

Sabemos (eu sei e você também deve saber) que usamos there are para plural e there is para singular. Para saber se deverá ser plural ou singular, basta saber se o que vem depois da lacuna está no plural ou singular. Milk está no singular, então com seu lápis já risque discretamente as alternativas b) e d) que se referem a plural. Temos então there is e there isn’t. Vamos então às pistas (sempre há pistas). Se você estudou there is / there are, estudou também some e any. Na frase temos any, que se usa na negativa e interrogativa. Não é uma pergunta, então é uma negativa. Eliminamos a afirmativa, alternativa a). Vemos então que sobrou só a alternativa c), que é a correta.

Como viram, não foi necessário nem ler a frase, olhando as alternativas e a palavra que vinha logo após a lacuna descobrimos a resposta correta. Como é uma prova de gramática, nesse caso específico não nos interessa a tradução da frase, que nem precisamos ler. Assim poupamos um tempo precioso e muito stress, e obtemos um resultado melhor.

Volto outro dia com mais “dicas” sobre provas de inglês.

Leia também: Obtenha um rendimento melhor em testes de múltipla escolha

17 Maio 2009 Publicado por Zailda Coirano | idiomas, inglês, provas | , , , , , , | Sem comentários ainda

Interpretação de textos em inglês

Se interpretar um texto em nossa própria língua já é uma tarefa considerada quase impossível por mais da metade da população, imagine então interpretar um texto em inglês, que é o que a maioria dos alunos terão que fazer se quiserem mesmo entrar para uma boa faculdade.

Muitas escolas e cursos pré-vestibular treinam seus alunos apresentando-lhes muitos textos e uma extensa lista de vocabulário para que aprendam a fazer fazendo. Ótima idéia, mas já pensaram se as faculdades de medicina também pensassem assim e logo que o aluno entrasse no primeiro ano de faculdade lhe dessem logo um bisturi para que fosse aprender fazendo?

Eu acredito que antes de começar a interpretar textos é necessário ter alguns instrumentos à mão, e que se saiba usá-los adequadamente. No caso específico da interpretação de textos, não adianta dar listas de vocabulário porque só aprendemos mesmo o significado de uma palavra se nos habituarmos a usá-la em diversas situações, ou seja: na prática diária. Um aluno que conheça bem entre 1.000 e 2.000 palavras do idioma terá muito melhores chances do que aquele que já decorou listas com 3.000 palavras mas não sabe usar nenhuma delas porque só as viu uma vez num texto apresentado em classe.

Para dominar entre 1.000 e 2.000 palavras em inglês serão necessários pelo menos 2 anos de estudo, o que significa que se você quer mesmo aprender a interpretar textos em inglês terá que estudar mesmo e dedicar-se ao máximo. Considere a possibilidade de fazer um curso de inglês durante o ensino médio, que além de ajudar no vestibular lhe dará melhores oportunidades de emprego no futuro.

A segunda ferramenta indispensável para interpretar textos em inglês é conhecer a gramática. Como você vai saber interpretar se não sabe se a palavra é verbo, substantivo ou adjetivo? Se é sujeito ou objeto? Dê uma olhada nos exemplos abaixo e verá quanto uma frase em inglês pode ser complicada para quem não tem prática no idioma:

“The woman was looking through the window when he entered the room.”

Nessa frase usamos o verbo “look” como o entendemos em português, ou seja, no gerúndio – para indicar uma ação em andamento. Se acertou, ponto para você. Mas vamos em frente:

“I think this park is the most boring place I’ve ever visited.”

Se você acertou a primeira e agora apostar que se trata do mesmo caso, já errou. Em inglês podemos transformar verbos em adjetivos adicionando ing. Nesse caso a palavra “boring” é um adjetivo que significa chato, que não tem nada interessante e que nos faz sentir sono ou apatia. Está entendendo onde quero chegar? Então vamos ao terceiro exemplo:

Working on weekends is the worst thing about this job.”

Aqui “working” foi transformado em substantivo, que significa “o ato de trabalhar”, ou seja “o trabalho” e é o sujeito da oração.

Isso é apenas uma pequena mostra de como a falta de prática de vocabulário e o desconhecimento da gramática podem nos levar a interpretar erroneamente um texto em inglês. Se você quer mesmo aprender, não será da noite para o dia, mas garanto que com dedicação em poucos meses você já será capaz de entender textos simples e ao final de seu curso já será um expert.

Hope it’s useful!

Zailda Coirano

12 Maio 2009 Publicado por Zailda Coirano | Gramática, idiomas, inglês, interpretação | , , , , , | 3 Comentários

Como gerenciar seu tempo

Se você é daqueles que está sempre dando desculpas e perdendo prazos, saiba que está boicotando seu próprio rendimento. Pessoas que por diversos motivos falham ao cumprir prazos ou realizar tarefas necessárias mais cedo ou mais tarde acabam sendo prejudicadas profissional ou pessoalmente por esse comportamento.

As razões desse não cumprimento de obrigações são várias: stress, excesso de atividades, preguiça, falta de comprometimento com o que se faz, irresponsabilidade. Naturalmente que chefes, patrões e professores poderão interpretar seus atrasos e descumprimento de obrigações de qualquer uma dessas formas, o que implica em que você poderá ser considerado irresponsável ou preguiçoso, mesmo que não seja esse o seu caso.

Além da preguiça, falta de compromisso e mania de protelar tudo para a última hora, um dos fatores que mais contribuem para os atrasos é a sobrecarga de atividades e o que conduz a isso é uma visão pouco realista de seu tempo ou falta de habilidade para administrar o tempo que tem. Nem sempre a pessoa que sente-se sobrecarregada está com inúmeras tarefas, apenas não sabe como administrá-las e acaba incorrendo no erro de (como dizia minha avó) despir um santo para vestir outro.

Deixando prazos estourarem você acaba tendo que escolher em que vai aplicar seu tempo e deixa atividades em aberto para sobreporem-se a outras que virão depois. Tudo isso é muito desgastante não só para você como também para quem está à sua volta e principalmente para pessoas cujo desempenho dependa do seu, que se veem de mãos atadas sem poder seguir em frente porque você simplesmente não fez a sua parte.

Se dar desculpas tornou-se um hábito que já está atrapalhando sua vida e criando situações desagradáveis, está mais do que na hora de organizar-se e começar a honrar seus prazos e obrigações. Antes de mais nada é necessário saber quais são suas atividades e é necessário botar tudo no papel.

Tenha a cada dia da semana uma folha em branco e vá anotando todas as suas atividades naquele dia. Marque horário de início e fim de cada atividade e tempo de duração. A cada dia da semana preencha uma folha e leve também uma folha adicional para as atividades que não são semanais, como ir ao barbeiro, lavar o carro, etc.

Ao final da semana você já terá uma visão completa de tudo o que realmente consome seu tempo durante a semana. Você anotou todas as suas atividades e agora deve estabelecer:

a) Níveis de prioridade
Anote o número (1) ao lado daquelas atividades que são imprescindíveis em sua vida, como trabalhar, comer, tomar banho, etc. Com a folha onde você anotou o tempo gasto para executar essas atividades você tem agora uma visão realista de quanto tempo gasta em cada uma delas.

Anote número (2) ao lado das atividades importantes, aquelas que você não vai morrer se não fizer, mas que de alguma forma lhe trazem algum benefício, presente ou futuro.

Depois anote o número (3) ao lado das atividades que não são necessárias e que não fariam tanta diferença se você não fizesse ou que outra pessoa poderia fazer em seu lugar sem prejudicar a ninguém.

b) Depois de anotar o nível de prioridade de cada tarefa, pegue agora 3 canetas, marque com um “x” vermelho aquelas que não gosta de fazer; com um “?” preto o que é indiferente, tanto faz, não gosta e nem desgosta; com um “OK” azul ou verde aquelas que você gosta.

Depois de tudo anotado, fica a questão: olhando friamente seu cronograma, você não tem tempo mesmo ou está administrando mal o tempo que tem? Será que não dá para ler o jornal que lê toda manhã na mesa do café da manhã durante a viagem de metrô para o serviço? Será que 1 hora na frente da TV antes do jantar não poderiam ser substituídos por alguma outra daquelas atividades que desempenha depois do jantar e que o fazem ficar até mais tarde acordado, levantando já cansado e sem disposição no dia seguinte?

E depois: você anotou tudo em seu cronograma? A ida ao supermercado? As conversas ao telefone? Se não anotou alguma coisa, refaça a lista!

c)Agora vem a pior (mas a mais efetiva) parte. Seu tempo está agora literalmente em suas mãos e quem decide o que vai fazer com ele é você. Olhe para suas atividades: as que você marcou que não gosta e que não são importantes, por que não delegar para outra pessoa ou riscar definitivamente da lista? Para que fazer algo que não gosta e que nem é tão importante assim? A vida é curta, não é mesmo?

Em segundo lugar, há aquelas que são importantes ou imprescindíveis, mas será que estão adequadas ao tempo que você tem? 40 minutos no banho quando há tarefa para fazer ou algo para estudar? Tsh, tsh. Melhor repensar isso. Que tal reduzir esse tempo para 20 minutos? Você não tem idéia do que se pode fazer e quanto tempo “sobra” quando começamos a ver onde o “perdemos”. No ponto do ônibus, na fila do supermercado, no metrô. Em frente à TV, jogando conversa fora no telefone. Não que você não possa fazer nada disso, mas será que pode se dar a esse luxo? Isso quem decide é você, afinal o tempo é seu – ou não.

Antes de dizer – não tenho tempo – adeque suas atividades ao tempo que tem e verá que surgirão muitos “espaços” na sua agenda. Aliás agenda é imprescindível para gerenciar o seu tempo, se não tem uma ainda está na hora de comprar – e consultar sempre. Antes de aceitar uma nova obrigação, consulte-a para ver se não vai disputar o lugar de alguma outra coisa tão ou mais importante.

Seja realista ao assumir compromissos. Trabalhar 15 horas por dia em 3 empregos é uma solução para sobreviver. A outra é reduzir os gastos apertando o cinto, com mais dinheiro em caixa talvez não precise trabalhar tanto. Dessa forma, apagar a luz ao sair de um cômodo pode contribuir para ter mais tempo. Como? Você paga menos na conta de luz, então vai precisar trabalhar menos para pagar as contas. Se você trabalha muito porque precisa, talvez precise também organizar o seu orçamento ou repensar seu modo de vida.

Antes de terminar, dê mais uma olhada na sua lista e assegure-se de que há um espaço para você, para um hobby ou alguma coisa que reduza o stress, porque produzimos muito mais e melhor (portanto precisamos de menos tempo para isso) quando temos esse tipo de atividade. E lembre: depois de estabelecidas suas prioridades, não passe por cima delas, ou seja: nunca substitua uma atividade com nível 1 de prioridade por outra de nível 2, por exemplo. E se há duas de nível 1 disputando o mesmo horário, alguma coisa está muito errada.

Agora, essa é apenas para meditar: “peça algo a uma pessoa que não tem nada para fazer e ela com certeza não o fará; peça para alguém que está até o pescoço de atividades e essa pessoa na certa arrumará um tempo.” O segredo? É simples: a pessoa que tem muitas atividades já aprendeu como gerenciar seu tempo.

E por último, mas não menos importante:

QUEM QUER FAZ, QUEM NÃO QUER INVENTA UMA DESCULPA.

Espero ter ajudado.

Zailda Coirano

12 Maio 2009 Publicado por Zailda Coirano | comportamento | , , | Sem comentários ainda

Aprenda inglês jogando online

Se você quer aprender inglês e gosta de joguinhos online, uma boa opção é visitar o Barry Fun English. Lá você vai encontrar dezenas de tipos de jogos e poderá passar horas jogando e aprendendo inglês.

Clique no link, escolha o tipo de jogo, o vocabulário ou gramática que quer praticar e comece a aprender. Simples assim. E se você já faz um curso, essa é uma boa forma de aprender ou fixar o que já viu em seu curso. Meus alunos adoram e com certeza você vai gostar também.

Se você é professor e tem a possibilidade de dar algumas “lab classes”, o link é também uma boa sugestão para manter seus alunos envolvidos com o idioma por algumas horas. Lá eles vão desenvolver diversos “skills”, e também há jogos nos quais treinam ouvindo frases. Inclua o site em seus favoritos porque há diversas possibilidades e a cada dia jogos novos são adicionados.

BARRY FUN ENGLISH

Leia também: Se você gosta de filmes

22 Março 2009 Publicado por Zailda Coirano | aprendizado, idiomas, inglês | , , , , , | 4 Comentários

Por quê é tão difícil aprender inglês?

Todo ano formam-se dezenas de classes novas na escola onde leciono e são classes bem numerosas, a procura por um idioma estrangeiro hoje é uma necessidade para aqueles que querem um bom emprego, já que não se imagina um currículo onde não conste pelo menos um idioma que o candidato a uma vaga domine pelo menos em nível intermediário.

Então logo no início do ano é aquela festa, muitas classes se formam mas logo nas primeiras semanas já temos muitas “baixas”. Questionados os alunos que “debandaram” alegam que o curso não era bem o que queriam, ou que começaram outro curso, ou que “estão sem tempo agora”, ou então que o curso é muito “difícil” e que não estavam conseguindo acompanhar.

O curso não era bem o que eu queria

A não ser que o aluno queira estudar alemão e se matricule por engano numa classe de inglês, essa resposta me parece uma “fuga”. Antes da matrícula o aluno é muito bem informado a respeito do curso e não há como matricular-se por engano. Eu entendo esse “não era como eu queria” como uma forma sonhadora de encarar um curso de idiomas. O aluno acha que vai aprender num passe de mágica, bastando para isso estar matriculado, e quando ele descobre que para aprender terá que falar em sala, entender o idioma falado, terá atividades extras em casa (auditivas, escritas, leituras, etc) e que ainda assim terá que se empenhar para conseguir um bom resultado, cai fora, diz que não era bem isso que ele queria. Acho que o aluno queria uma pílula mágica que ele tomasse a cada 3 dias e que acordasse depois de uma semana falando inglês fluentemente. Se alguém sabe de uma pílula como essa me avisem porque quero aprender árabe e esperanto e estou sem tempo.

Comecei outro curso

Quem começa um curso, depois começa outro e pára o curso que já tinha começado parece aqueles macacos que ficam o dia todo pulando de galho em galho. De vez em quando o galho quebra e vão de cara no chão, mas sobem na árvore e continuam pulando de galho em galho. Para um macaco tudo bem, mas para seres humanos acho que é necessário ter um objetivo na vida. Se você quer uma coisa hoje, amanhã quer outra e assim por diante, acho que antes de fazer qualquer coisa é necessário decidir primeiro o que você quer e estabelecer um plano de ação.

Se você quer ser secretária, não adianta matricular-se num curso de secretariado às segundas e quartas, num curso de inglês às terças e quintas e num outro de computação aos sábados. A não ser que você seja aquele tipo de pessoa com vontade férrea e super-organizada, não vai conseguir levar tanta coisa adiante e seu cérebro vai ficar sobrecarregado com tanta informação. Melhor seria decidir o que quer fazer primeiro e fazer uma coisa de cada vez, ou ver o que vai poder usar primeiro.

Deus fez o mundo em seis dias e no sétimo descansou, não vamos nós querer fazer tudo de uma vez até porque se Ele teve que descansar e se organizar para fazer as coisas por partes, porque achamos que vamos conseguir fazer tudo de uma vez? Lembrem-se do pato, que quer nadar, andar e voar e no fim não faz nenhuma dessas coisas direito.

Concentre suas energias em uma coisa de cada vez e assim terá um resultado melhor, poderá organizar seu dia de forma mais eficiente e dedicar mais tempo, tendo um resultado bem superior ao de quem faz um monte de coisas (mal feitas) ao mesmo tempo.

Afinal de contas você não vai morrer amanhã, e se for, pra que quer aprender inglês?

Estou sem tempo agora

O tempo é a gente quem faz, através da organização. Diz o ditado que se você pedir  algo a alguém que tem muito tempo livre, essa pessoa nunca irá arranjar tempo para fazer; peça a alguém que tem muitas atividades e essa pessoa com certeza vai arranjar um tempo para atender seu pedido.

O segredo? A pessoa que tem muitas atividades só consegue isso porque aprendeu a organizar seu tempo, a estabelecer prioridades e sobretudo a não “procrastinar”. Procrastinar significa “deixar para depois”. Quem está sem tempo “agora”, vai estar sem tempo o ano que vem e também daqui a 10 anos. É aquela história de todas as dietas que só vão começar na segunda-feira que vem. A segunda-feira que vem é um tempo indeterminado no futuro, ou seja: nunca.

Se você quer fazer ou acha que precisa fazer, não adianta adiar nem inventar desculpas para sua falta de coragem ou de vontade. Comece hoje, agora. Quanto antes começar, mais cedo irá terminar. E aí é só correr pro abraço.

O curso é muito “difícil”

Não existe nada fácil nem difícil, nós é que complicamos. Você sempre tem dois caminhos para chegar aonde quer, um mais fácil e outro mais difícil. Incrível como tantas pessoas escolhem sempre o caminho mais difícil, parece até que querem fracassar.

Aprender do jeito mais fácil não é complicado, é só chegar em casa e continuar seu aprendizado ouvindo músicas, lendo, consultando seu livro e fazendo as atividades sugeridas ou pedidas pelo professor. Assim quando chegar o final do semestre você estará aprovado e gozando de “merecidas” férias.

Fazer do modo mais difícil é abandonar os livros assim que sair da escola, fazer de conta que nada mudou em sua vida porque entrou num curso de inglês. Quando chegar o final do semestre começar a “correr atrás do prejuízo”, decorar tudo e passar “raspando”.

Eu particularmente acho que correr atrás do prejuízo é uma grande bobagem, prefiro correr atrás do lucro, o prejuízo se quiser me alcançar vai ter que correr muito atrás de mim. Fazendo tudo aos poucos, uma atividade cada dia, em breve você vai ver os frutos e vai sentir prazer em aprender. E quando finalmente “chegar lá”, vai olhar pra trás e ver o caminho que percorreu com seu esforço e vai sentir orgulho de si mesmo.

Leia também:

O prazer de aprender

Você só fala português?


17 Março 2009 Publicado por Zailda Coirano | aprendizado, comportamento, idiomas, inglês | , , , , , | 1 Comentário

Aprenda inglês online

Se você está fazendo um curso de inglês e quer praticar o que aprendeu ou se está com o inglês enferrujado e quer voltar à antiga “forma”, ou se quer apenas fazer um teste para ver a quantas anda o seu inglês, visite o site World English, com testes e apostilas grátis. Você pode fazer os testes online, baixar apostilas para estudar em seus momentos de folga e assim manter-se em contato com o idioma.

Sempre que meus alunos me perguntam como podem fazer para aprender melhor eu digo que quanto mais contato eles tiverem com o idioma, mais e mais rápido aprenderão. Não adianta frequentar um curso apenas 2 ou 3 horas por semana e chegando em casa jogar os livros em um canto e só se lembrar do inglês na hora de ir para a escola de novo. Para tudo nessa vida que desejamos temos que nos dedicar para conseguir melhores resultados.

Aprender inglês não é difícil, o que atrapalha é a falta de persistência e dedicação. Se você faz um curso mas ele está no último lugar das suas prioridades, com certeza você vai desistir logo porque vai acabar chegando à conclusão de que o curso “atrapalha” suas outras atividades. Só comece algo que você deseja levar em frente e que pretende assumir em sua plenitude, executando todas as atividades necessárias para o seu desenvolvimento.

Se você se matricula num curso mas nada em sua atitude favorece o seu aprendizado, está apenas se enganando, “fingindo que aprende”, matriculou-se apenas para aplacar sua consciência, estando matriculado pode fingir para si mesmo que “um dia vai chegar lá”. O problema é definir onde é “lá”. Todos vamos certamente chegar a algum lugar, mas para chegar “onde você quer”, será necessário um mínimo de esforço que o conduza na direção desejada.

O aprendizado, como tudo o mais na vida, não cai do céu, nem você vai acordar um dia falando inglês num passe de mágica, portanto quanto mais se dedicar, mais cedo vai começar a colher os frutos do seu esforço.

Leia também: Inglês online

17 Março 2009 Publicado por Zailda Coirano | Ensino, aprendizado, idiomas, inglês | , , , , , , , | 9 Comentários

Espanhol para iniciantes

No blog Espanhol para Iniciantes há explicações, exercícios, downloads de documentos para imprimir e fazer. Se você é professor pode baixar, copiar e entregar a seus alunos. Espero que seja útil porque sei que nós nem sempre temos tempo para preparar o que precisamos, e mesmo quando temos tempo nem sempre as idéias surgem.

Leia também: Inglês online

6 Março 2009 Publicado por Zailda Coirano | Ensino, Espanhol, Material Didático, aprendizado, idiomas | , , , , , | 4 Comentários

Inglês online

Agora é pra valer, já está pronto o site com exercícios, tópicos de gramática, vocabulário e brincadeiras em inglês. Se você faz curso de inglês ou se quer apenas praticar o que aprendeu, visite o site. Lá você vai encontrar explicações detalhadas, arquivos para baixar, imprimir e fazer.

Estou apenas começando o blog, portanto por enquanto não há muita coisa por lá, mas você pode sugerir postagens sobre assuntos que lhe interessam. Se você vai ter uma prova na semana que vem e precisa estudar “have got”, por exemplo, é só solicitar (com uma certa antecedência) que eu posto no blog, porque juntei muito material desde que comecei a dar aulas (1998).

Visite, comente, solicite o que quer ver postado (por email, que está publicado lá no blog) e espero que o material seja útil!

SOS – INGLÊS ONLINE

4 Março 2009 Publicado por Zailda Coirano | idiomas, inglês | | 2 Comentários