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Se você for para os EUA com a intenção de aprender inglês e se antes fizer um curso de inglês básico para ter pelo menos uma noção quando chegar lá vai ser uma ótima oportunidade para aprender e irá enriquecer muito seu currículo. Entretanto o fato de morar no exterior não significa que você vá aprender e que voltará com um inglês excelente.

Isso depende muito de seus hábitos enquanto estiver lá e do tempo que você irá dedicar a aprender, bem como do lugar onde você irá morar. Uma de minhas alunas entrou em um programa de intercâmbio, mas foi morar na casa de uma brasileira casada com um americano. A dona da casa sentia muita falta de falar português e era a que ficava mais tempo em casa. Tímida, minha aluna não tinha coragem de perguntar quando tinha dúvidas, não falava muito porque tinha medo de errar ou que achassem engraçado seu sotaque ou sua pronúncia.

Nos primeiros meses só passou por apuros, não conheceu muita gente, ficava só enfurnada em casa vendo TV. Ganhou mais de 10 quilos. Depois arrumou um namorado – americano. A partir daí tudo mudou, agora ela tinha um bom motivo para aprender.

Conheço gente que mora no Brasil há mais de 30 anos e fala muito mal o português, portanto morar no país não significa necessariamente que você irá aprender a língua. Quer você esteja no Brasil ou nos EUA, a rapidez com que você irá aprender, o quanto vai aperfeiçoar sua pronúncia e a quantidade de vocabulário que irá adquirir irão sempre depender muito mais de sua vontade e dedicação do que do lugar onde esteja morando.

Vamos analisar uma coisa mais objetiva: vamos supor que você quer aprender a nadar. Se você só tiver aulas teóricas ou ficar simplesmente assistindo seu professor ou colegas nadando, em 3 meses estará tão cru como no primeiro dia de aula, portanto a prática é muito importante no aprendizado.

Se por outro lado, o professor atirar os alunos dentro da piscina sem qualquer aviso (mais ou menos o que acontece com quem desembarca num país e de repente se vê cercado de água gente falando uma língua que não entende por todos os lados), alguns poderão até aprender alguma coisa, outros tomarão medo de água e desistirão e ainda alguém pode até morrer afogado se não for socorrido a tempo.

Isso também acontece quando se aprende outra língua, tive alunos que tiveram uma primeira experiência traumática e que adquiriram um bloqueio, o cérebro deles simplesmente rejeitava o aprendizado. Para conseguir resultados, só com apoio de um terapeuta.

Portanto, se você está pensando em ir para o exterior para aprender inglês, torne a experiência o menos traumática possível: matricule-se num curso pelo menos alguns meses antes, e quando chegar lá procure imediatamente uma escola. Não tenha vergonha de errar, abandone o dicionário, aproveite todas as oportunidades de aprender.

Leia também: Falar inglês é fácil

Dois novos grupos adicionados à Rede Aprenda Fácil: Aprenda Inglês e Aprenda Espanhol. Semanalmente irei publicar algumas apostilas (e suas respostas) de inglês ou espanhol. Você pode baixar e imprimir, fazer e depois obter a correção, inclusive com respostas às dúvidas dos membros, direto no fórum do grupo. Quer aprender mais? Acesse a rede agora:

REDE APRENDA FÁCIL

O prazer de ler

A preparação para interpretar textos começa já na infância

A preparação para interpretar textos começa já na infância

Aprendi a ler muito cedo e motivada pelo desejo de entender sozinha os livros de estórias infantis e gibis. Donde se conclui que fornecer livros (mesmo que só com figuras) para a criança desde cedo desenvolve nela a curiosidade e ela verá uma vantagem em saber ler e se motivará para aprender. Quando estamos fortemente motivados o aprendizado acontece de forma natural e rápida. De certa forma também eu “invejava” as pessoas que sabiam ler e dominavam aqueles “códigos” que para mim eram incompreensíveis. Essas pessoas tinham um “poder”, que as tornava auto-suficientes porque podiam ler quando queriam, não precisavam que ninguém lesse para elas. Eu, ao contrário, precisava da boa-vontade de alguém quando queria desvendar os segredos dos gibis que comprava e não era raro ter que esperar um ou até dois dias para que alguém se dispusesse a decifrá-lo para mim.

Logo que aprendi a ler comecei a ler tudo o que aparecia e logo tornei-me uma leitora rápida e voraz. Na leitura encontrei um mundo novo, povoado de sapos encantados e fadas, mas também cheio de explicações claras e úteis que me ajudavam na vida prática. Matérias escolares que vieram mais tarde, como “interpretação de textos” e “literatura”, que para os outros alunos eram um terror para mim eram uma grata novidade, pois se para os outros eram um “castigo”, para mim eram uma bênção. Estudar essas matérias para mim era como mandar uma onça sedenta beber água, e eu as estudava com muito prazer.

Naturalmente que todo aluno sabe que “terá” que ler, e quanto antes começar a fazê-lo, menos dura será sua vida escolar dali para a frente. Ler por obrigação além de pouco frutífero também transforma em castigo uma atividade que poderia facilmente tornar-se um prazer. Aprender a sentir prazer na leitura é uma das boas formas de transformar sua vida escolar – e também toda a sua vida futura, principalmente a profissional – da água para o vinho. Ela poderá ser um mar de rosas ou um mar tormentoso e difícil de transpassar, e é você quem vai escolher qual dos dois irá ser.

Leia sem precisar, leia quando puder, leia sempre que vir um livro. Imagine um livro como um mistério que só será desvendado por você se você o abrir, folhear e ler. Imagine que contém uma mensagem que foi deixada por alguém para você há muitos anos, e que convém lê-la para descobrir o que contém. Convém navegar pelas páginas do livro e imaginar tudo o que ali está exposto, e assim que você aprender a fazer isso começará a transformar obrigação em prazer, dificuldade em cultura.

Mas não adianta ler por ler, você precisa “sentir” o que está sendo descrito e imaginar o que o autor queria dizer quando escreveu aquilo. Tem que colocar-se no lugar dos personagens, tentar imaginar como você se sentiria naquela situação. Quem lê de verdade sofre com o sofrimento descrito, o coração dispara quando algo ruim está para acontecer.

Livro não é como novela. Na novela você vê o que está acontecendo e sobra pouco espaço para sua imaginação. Também não é como filme, no filme você fica apavorado com o monstro horrível, mas só quando o diretor consegue retratar um monstro horrível capaz de assustar você. No livro é diferente, quem manda é a sua imaginação e quando o autor descreve um “monstro horrível” sua mente desenha um monstro realmente horroroso, que nenhum diretor de cinema poderia criar. E então você fica com medo de verdade. Quando o autor descreve uma heroína linda, o que você vê em sua imaginação é uma heroína lindíssima, como talvez a heroína da novela por mais linda que seja não consiga ser.

Quem realmente gosta de ler e vai ver um filme baseado em um livro que já leu diz sempre a mesma coisa: o livro é muito melhor. E o livro é melhor porque contém o que falta no filme: a sua imaginação. No filme o diretor tenta recriar o que “ele” imaginou ao ler o livro, mas talvez o que você mesmo imagina vá fazer mais efeito para você do que a representação da imaginação de outra pessoa. O que você vê num filme é uma “releitura” do livro, ou seja, você está vendo o que outra pessoa imaginou e sentiu ao ler o livro, logo o impacto causado pela história já está defasado. E como quem conta um conto aumenta um ponto você nunca terá a exata impressão que teria ao ler.

Se você leu até aqui já é um bom sinal, agora vamos nos despedir, você pega um livro ou revista e já pode começar a por em prática o que leu aqui.

Boa leitura!

assinatura pink


Leia também: A importância da leitura

Você se esforça para aprender?

Você se esforça para aprender?

Você já se fez essa pergunta? Já reparou que tudo o que temos dificuldade de aprender, tem gente que sabe de cor e salteado e aprende com a maior facilidade? Seria fácil acreditar que eles têm alguma coisa a mais, especial – super-poderes, inteligência bem acima do normal, paranormalidade, mediunidade, macumba – porque assim a falha não seria sua. Se você optou por acreditar nisso, tudo bem, os outros todos que aprenderam têm então alguma dessas qualidades supranormais, então tchau, até qualquer dia, pode parar de ler por aqui porque não vai adiantar nada mesmo, não é?

Mas se você acredita (como eu também sempre acreditei) que as pessoas têm as mesmas características (cérebro, memória, força de vontade, capacidade de aprender, etc.) e que se você não aprende é porque está falhando em algum lugar ou que sempre se pode melhorar o que não está tão bom quanto deveria, então podemos continuar a conversar.

Por quê você quer aprender?

Antes de mais nada é preciso saber porque você resolveu aprender isso que está aprendendo, e aí a sinceridade é fundamental. Não que eu ache que você irá mentir, mas muitas vezes mentimos para nós mesmos, arranjamos motivos falsos para justificar nossos ideais e depois quando desistimos deles inventamos desculpas. Dizemos que queremos aprender a dançar balé porque é uma arte milenar, porque é uma dança clássica e refinada e blá-blá-blá, mas tudo o que queremos quando nos matriculamos no curso é ter o corpo da dançarina principal, ou então sermos levantadas por aquele dançarino ma-ra-vi-lho-soooooo de olhos verdes.

Quando nos dispomos a aprender um idioma, dizemos que é para o futuro, para ter um lugar ao sol, mas queremos mesmo é entender aquele rock pauleira da banda americana do momento. Até aí tudo bem, uma mentirinha branca não faz mal, não é?

Engano seu, porque quando descobrimos que nossa estrutura óssea jamais nos permitirá ter o corpitcho sonhado, ou que para entender aquilo que a banda canta levaremos no mínimo 3 anos, ou então que a banda só guincha e não canta nada, então pra que aprender inglês… aí inventamos uma desculpa e caímos fora.

MOTIVAÇÃO

Sem uma motivação clara e consciente fica difícil atingir nossos objetivos, seria mais fácil analisar bem e dizer logo o que pretendemos, assim ninguém fica frustrado nem insatisfeito. A professora de balé poderia ter-lhe recomendado a academia que a bailarina frequenta, ou ainda em vez de balé você poderia estudar outra coisa que ensinasse como tirar partido do corpo que tem, ou seu professor poderia indicar um site onde você iria entender as músicas em bem menos tempo… sendo sincero em seus objetivos você pode obter ajuda para conseguir o que quer, sem ter que desistir, inventar um monte de desculpas esfarrapadas e ficar frustrado depois.

A CONSTRUÇÃO

Digamos que para aprender você precisa construir seu aprendizado, como se faz com uma casa. O professor vai lhe fornecer o material e as orientações para chegar o mais próximo do seu sonho (e é aí que entra a sua honestidade na hora de definir claramente para ele porque iniciou esse curso). A cargo do professor fica prover os tijolos (o material didático) e a massa (as aulas) para que você construa sua casa (seu aprendizado). Mas ele não vai construir sua casa, quem vai fazer isso é você. Como a prática leva à perfeição, quanto mais você praticar, melhor vai construir e mais bonita e próxima do que você sonhou ficará sua casa.

Se você deixa as lições de casa para depois, a “massa” que o professor forneceu vai estar dura e difícil de usar, ou ainda muita coisa poderá ter-se perdido (“roubada por sua memória) e sua construção ficará cada vez mais difícil.

Se você não tentar construir um pouquinho por dia, deixar para fazer tudo na véspera da prova, acho que nem preciso dizer como ficará sua casa. Nem vai dar tempo de secar, ao primeiro toque ela vai desmoronar.

ENVOLVIMENTO OU COMPROMETIMENTO?

Qual a diferença, me perguntará você. Vamos ver se você descobre:

O porco e a galinha ficaram sócios e criaram um restaurante para servir café da manhã ao estilo americano, sabe como é: ovos com bacon. Sempre que acabavam os ovos, a galinha ia até lá e botava alguns, mas quando acabava o bacon o porco ia até lá e tinha que cortar uma tira de seu próprio couro.

Qual dos dois estava envolvido com o negócio e qual estava comprometido?

Envolvido com seu aprendizado você frequenta as aulas, até faz suas atividades, mas sempre espera que os outros façam a maior parte por você. Assim que sai da escola, tem uma vida para viver, coisas mais importantes para pensar.

Comprometido com o aprendizado, você não mede esforços para aprender e entende que para conseguir o que quer, muitas vezes terá que abrir mão de algumas coisas, mesmo que doa. Entende que terá que dedicar algumas horas por semana ao que pretende aprender e que deixar de fazer algumas coisas que costumava fazer antes pode doer mas não vai matar, e que o objetivo final é que irá compensar, mais do que tudo aquele de que se viu privado durante o processo.

E então? Agora ficou mais fácil responder quem estava envolvido e quem estava comprometido?

E quanto a você? Está envolvido ou comprometido com seu aprendizado? Ou é daqueles que não estão nem aí, que ficam esperando o aprendizado cair do céu, ou então que entre por uma orelha e não saia pela outra? Muito bacana essa atitude acomodada e passiva, só que infelizmente não funciona. Enquanto você não assumir a responsabilidade por seu aprendizado, não haverá cristo nesse mundo que faça isso por você.

Como é que se aprende a nadar? Nadando. Pois é, acho que você mesmo acharia estranho ver um instrutor de natação dando aula e os alunos fora da piscina numa boa, e ele nadando pra eles aprenderem. Mas quando vão para um curso onde precisam estudar e praticar para aprender, é exatamente o que esperam. Ficar ouvindo sentados, depois irem sossegados para suas casas e não pensarem mais no assunto até a próxima aula.

Acorde, professor não é Mandrake, não sabe palavra mágica nem faz ninguém aprender com poção e bruxaria. E agora? Entendeu porque os outros aprendem e você não?

Leia também: Como aprender com menos esforço

Verdinha

Se você quer mesmo aprender, tem que praticar. Faça exercícios, leia sobre a gramática, veja filmes e vídeos, ouça música. Esteja o mais possível em contato com o idioma, não fuja de sites que têm o inglês como idioma principal, não fuja de oportunidades de usar o que aprendeu. Só assim você irá conseguir um desempenho cada vez melhor e irá aprender sempre mais.

Estou anexando uma apostila, faça download, imprima, estude e resolva os exercícios. Se você é professor, use com seus alunos se achar útil e válido. Querendo mais, entre em contato.  Clique no link abaixo para baixar:

BE GOING TO

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