Jesus é o jardineiro

Falar outro idioma não é fácil, há que praticar a pronúncia e aprender a usar sons que não conhecemos bem, mas também não é nenhum bicho-de-sete-cabeças. Se os nativos conseguem é sinal que qualquer ser humano de outro país, que tenha seus órgãos vocais em ordem também poderá fazê-lo, isso não há como discutir.

O que muitas vezes dificulta o aprendizado na verdade não é a dificuldade da língua em si mas todos aqueles (pre)conceitos que o aluno tem na cabeça antes de começar a aprender. Põe na cabeça que inglês ou espanhol é “difícil” e pensando assim vai ficar complicado mesmo.

Antes mesmo de falar já tem gente dizendo “não vou conseguir”. Com essa torcida contra vai ser mesmo impossível. Quanto mais a pessoa enfia na cabeça que não vai conseguir, mais longe ficará de um resultado positivo.

Para aprender a falar antes é necessário aprender a escutar. Escutar é ouvir com atenção e há que prestar toda a atenção do mundo no som produzido e depois praticar até chegar o mais próximo possível. A prática leva à perfeição e já encontrei estrangeiros que falam o português melhor até do que nós nativos (grande vantagem!).

Claro que há fatores complicadores porque envolvem sons e posições da língua que não estamos acostumados a usar falando o velho e bom português, mas nessa vida tudo se aprende, não é? Se a língua que está na sua boca é sua, uma hora vai lhe obedecer e ficar na posição exata para pronunciar aquele som de “th” que martiriza alunos de inglês pelo Brasil afora.

Já tive alunos que depois de tentar várias vezes desistiam dizendo: “não consigo falar ….” e diziam a palavra com pronúncia perfeita. Isso sempre deixou claro para mim que o que atrapalha o aprendizado não é a dificuldade do idioma e sim o grau de stress do aluno. Quanto mais ele tenta falar aquilo que julga ser difícil, pior sai. Se o método de correção utilizado pelo professor implicar em certa dose de pressão, aí a vaca vai pro brejo. Ou o aluno desiste de aprender o tal idioma ou desiste de vez do som, recusando-se a falar qualquer palavra que o contenha.

O stress nos leva a ter dificuldades em pronunciar até palavras simples em nosso próprio idioma, imagine então em um idioma que não conhecemos bem e ao qual ainda não estamos habituados. Para mostrar até onde pode chegar o martírio de tentar pronunciar alguma coisa sob pressão, ilustro com um exemplo que é uma “pérola” encontrada no YouTube.

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